sábado, 27 de abril de 2013


Na contramão


Não uso uniforme
Não quero o conforme
Busco o disforme
O inconforme
Não caibo na fila
Saio da linha
Não fico na minha
Fujo de mim
Não sei ser eu mesmo
Não sei SER
Não sei
Minha Identidade
É humana
Minha alma
É contradição
Carrego comigo
A minha origem
Na contramão
E sigo
Faço amigos
Encontro
Convivo
E deixo partir
Sou o que Outros
Fazem de mim
Essência em movimento
Vou conhecendo
Caminhando
E existindo
Co-Existindo
Corrigindo-me
No meu sim
E no meu não
Construindo
E desconstruindo
Aquilo que eu era
Tornando-me
Aquilo que serei amanhã
Andando, correndo, voando
Pois, se o meu chão é o Vento
Deixo voar aquilo que sou
Para terras distantes
Que me levam para além de mim
(como aquela Nau que trouxe o errante navegante até aqui)


Rodolfo David

4 comentários:

  1. É fantástico "ME" encontrar nesta poesia... "Construindo e desconstruindo aquilo que eu era, tornando-me aquilo que serei amanhã"...Sentindo nas minh'alma a vida que lateja em cada momento que nos reunimos com as vidas que se cruzam.

    ResponderExcluir
  2. Fantástico é encontrar-me com você, amável Chiz!

    Obrigado
    r

    ResponderExcluir
  3. E se a Simone gostou, "gostado" está!
    Obrigado,
    r

    ResponderExcluir