terça-feira, 10 de dezembro de 2013

INTERVENÇÃO ": SE VIRA NO 20" ORGULHOSAMENTE APRESENTA -LUCAS SOUSA

As oficinas nos possibilitou aproximar muito mais desses estudantes e especialmente do Lucas Sousa. Esse estudante chegou em nossas oficinas um tanto ressabiado. Assistia e participava das oficinas, à princípio, com sua mochila no colo como quem está com um pé dentro e outra fora. Mas aos poucos foi nos conquistando na mesma intensidade que fomos conquistando ele e sempre por meio do conhecimento, da participação e possibilidade de discutir os conceitos e desenvolver o senso crítico. A partir do incentivo de uma integrante das oficinas, o Lucas se propôs a apresentar o seu trabalho com o rap. A seguir 2 vídeos da apresentação do Lucas e suas respectivas letras. Assim,
A Intervenção "SE VIRA NO 20" tem o orgulho de apresentar
Lucas Sousa 
com  o 2º Single do seu álbum "Revolution".






Verdade Exposta
Verso I :Luc

Verdade exposta...
Eis me aqui com a proposta
capitalismo, caminho de iludido,
faz de ti um escravo fudido.
Situação precária,
Irmão... dinheiro pra copa tem,
mas como fica a educação,
isso é fato, é regresso não se discute,
cade a contribuição pro progresso da saúde.
é lamentável, tá tudo errado, é lastimável,
o pais da fome ta literalmente acabado, derrotado.
Ta na hora de ir praS ruas e protestar
o que temos de direito
devemos contestar,
e os policias que parem pra pensar,
só pra avisar, vocês fazem parte do povo tá!
A gente tem que assumir essa responsabilidade
de encarar o problema, de enfrentar a verdade,
por toda cidade
protestar diante de toda essa diversidade,
os versos repleto de densidade,
rap do bom mostrando a realidade,
a verdade exposta ,
nada mal,
já que deu play no meu rap, então ouve até o final.
Violência é banal,
um mendigo morre tudo bem, vira estatística é normal.
Agora filho de cantor,abre até a marginal. [1]
Sem falso moralismo,
nesse vasto mundão, o que impera é o egoísmo.
Tem gente que entope o cu de dinheiro nesse mar de fel,
matam e morre por uma porra de um papel.
Vivendo de medo precário, com um salário baixo,
sem saneamento básico,
ganhar um salário mínimo é utopia pra favelado.
Infelizmente uns não acreditam em si,
eis me aqui e o rap segue assim.
O Brasil não é independente. Acha que não?
Observe a ignorância,alienação,
todo dia plim plim, a globo é a decadência da nação.
Cansou de ouvir verdade? então bota no mudo.
Brasil é o país mais corrupto, do mundo,
que escrúpulo, é um absurdo, conformista passo o pano.
Mais de 90 bilhões são desviados em corrupção por ano.
E se fazer RAP é crime e coisa de favelado,
pode ter certeza que vou morrer encarcerado.
Vou propagar a ideia, vão me chamar de revoltado.
Vou rimar de coração, foda-se o salário.
E quando eu partir pra ação? Vou ser revolucionário.

Review:
[1]- A violência se tornou algo banal, ninguém mais da importância, e encaram como algo natural. Dou um exemplo real, um mendigo morre de frio e vira estatística. Agora o filho do cantor Leonardo, só porque é burguês e bem sucedido, abriram a marginal para ele ser atendido no hospital.





Verso II: R.Santos

Bandidos causam espanto
e pelos cantos se escondem
você clama por socorro enquanto não te respondem
te enquadram, te roubam e não é a primeira vez
te chutam como lixo e o que a policia fez?
nada, pois estavam ocupados
enchendo de drogas mais um carro blindado
derrubaram um traficante era o que cê queria
mas só metade da droga chegou na delegacia
pro cara que te rouba, só alegria
como um louco se desloca
porque ainda esta lúcido
eu vi ele comprar coca
de um gambé corrupto [1]
seus parentes se comovem
provem
que eu estou errado
ao dizer que você morre pela porra de um salário
no Brasil, um pais que não te apóia
no mar da corrupção você eh aquele que bóia [2]
se for pra citar nomes eu destruo a cidade
enquanto o governo te fode te batemos com a verdade
troque os 20 sujos dentro de Ribeirão Preto
vocês ágeis como mudos nem com 12 isso foi feito [3]
querem ver mudanças mas vocês não dão um passo
eu mantenho a esperança pois a minha parte eu faço
eu estive calado observando o esquema
agora estão revoltados porque eu ataquei o sistema?!
eles brincam com sua mente enquanto você assiste
noticias manipuladas tome o controle e evite
ter a mente moldada por gente que faz o que quer
te enfiam pensamentos seja homem ou mulher [4]

Review:
[1]- Você esteve apoiando o policial que é o motivo de os bandidos te assaltarem
[2]- 'mar da corrupção' = Brasil 'aquele que bóia' = Bosta. No Brasil você é um bosta
[3]- Em Ribeirão Preto (onde eu moro) teve uma campanha pra trocarem os 20 que estão na câmara e não conseguiram trocar quase ngm, eu disse que não conseguiriam trocar nem 12 pra dar um tom de 'fim do mundo' haha (20 . 12)
[4]- "enfiam pensamentos seja homem ou mulher" Isso foi mais um duplo sentido na questão do 'Enfiam'.. não importa se você é homem ou mulher, irão te foder de qualquer jeito.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CONEXÃO COLÉGIO-UNIVERSIDADE com FERRÉZ -ESCRITOR e CRONISTA DE LITERATURA MARGINAL

A Universidade Metodista de São Paulo convidou
o escritor e cronista de literatura marginal
Ferréz para participar do VIII Encontro de 
Movimentos Populares e Cidadania: 
A literatura tem compromisso? 
           17 de Maio de 2013





Veja no blog do Ferréz: http://ferrez.blogspot.com.br/2013/05/mais-de-300-pessoas-na-palestra-de.html

Ferréz, com sua expressão simples, conseguiu dialogar tranquilamente entre a academia e os estudantes de colégios públicos que estavam presentes. Sua palestra emocionou despertando o interesse dos estudantes para as possíveis diferentes literaturas e por sua forte identificação com os movimentos culturais da periferia.


Numa integração entre os estudantes da Escola Estadual 20 de Agosto, da Escola Estadual Maria Trujilo Torloni e a Universidade, foi possível estabelecer uma conexão de troca-aprendizagem.


Professora Mestre e Coordenadora do curso de Ciências Sociais - Luci Praun,
com os estudantes Lucas Sousa, Bianca Pavan e Lucas Nascimento

Professor de Filosofia e Supervisor na Escola 20 de Agosto - Rodolfo David,
 pibidiana Chizlene e os estudantes Lucas Sousa, Bianca Pavan 


Pibidiana Simone com os estudantes.














Pibidiano Danilo com os estudantes












                                                         

             
Ao final da Palestra, o Ferréz   dispensou 
atenção especial aos estudantes 
da Escola 20 de Agosto e do Torloni

Um final de noite que reforçou 
o interesse desses estudantes 
por sua identificação com o 
trabalho do escritor.

                                                                               



Esbanjando simpatia e atenção, Ferréz conversa com o estudante Lucas Sousa


                      






                 

                   Lucas Sousa e Lucas Nascimento
                                com Ferréz.





Suas Obras:
  • Fortaleza da Desilusão - 1997
  • Capão Pecado -1999
  • Manual prático do ódio - 2003
  • Amanhecer Esmeralda - 2005
  • Ninguém é inocente em São Paulo - 2006
  • Deus foi almoçar - 2011
  • O pote mágico -2012

Pensar e Repensar...
Entender a linguagem e a cultura da periferia que difere das linguagens e culturas dominantes...
Perceber que é possível acessar a cultura que a periferia produz por meio da literatura, mas entender que é necessário se apropriar do conhecimento e da linguagem formal, para que a voz daquele que se expressa seja compreendida. Uma proposta de reflexão, de criticidade necessária para compreendermos melhor nossa "gente".



INTERVENÇÃO "SE VIRA NO 20" COM LETÍCIA ZIBORDI E RODRIGO NICOLA

LETÍCIA ZIBORDI E RODRIGO NICOLA
APRESENTAM
"MALANDRAGEM" de Cássia Eller


As intervenções sócio-culturais permitiu que uma pérola como a Letícia Zibordi com sua desenvoltura, sua voz agradável e principalmente seu talento viesse à tona, assim como o Rodrigo Nicola que trazia consigo  a vontade de tocar o violão mas que a partir das intervenções, incentivado por sua colega Letícia, passou a se dedicar, estudar música e saiu do anonimato na escola para subir ao palco.
 Assim, dessa maneira simples de fazer as coisas, foi possível conhecer mais um pouco desses talentosos estudantes. 
Valeu galera!


INTERVENÇÃO "SE VIRA NO 20" APRESENTA: LETÍCIA ZIBORDI

"SÓ OS LOUCOS SABEM"
 com 
LETÍCIA ZIBORDI 
cantando a capela 


A estudante Letícia Zibordi em seu depoimento para o vídeo do PIBID-SOCIOLOGIA, nos conta que um dos maiores sonhos que ela tinha era justamente poder "tocar seu violão e cantar" na escola durante o intervalo das aulas e quando teve a oportunidade de "existir" nesse espaço das intervenções, de sua voz ser ouvida, confessa ter realizado esse sonho e que isso marcará sua vida como um acontecimento que fez toda diferença.
À você Letícia Zibordi, só nos resta agradecer sinceramente, pois esse seu sonho, possibilitou a realização do projeto das intervenções sócio-culturais e contagiou tantos outros estudantes, num movimento cultural e artístico que tem seus desdobramentos no resgate da auto-estima, da valorização desse espaço de troca de saberes e conhecimento. 
Á você nossa querida locutora, apresentadora e cantora,  nossa singela homenagem. 

O FUNK É O PODER


O FUNK É O PODER

Agora vai. 
Lido, comentado, amado e odiado Funk...
Será essa a tal peculiaridade do Funk?
Amor? Ódio? Paixão, certamente...
Será que o Amor e o Ódio
Fazem parte dessa estranha  dialética (apaixonada, obviamente) do Funk?
Será mesmo um paradoxo presente nesses corpos
"Dessa gente bronzeada que quer mostrar seu valor"?
Ah... Dicotomia desgraçada que me impulsiona
A dançar e ao mesmo tempo me diz não!
Resistir, resistir, resistir.
Serão mesmo "corpos indóceis" esses que dançam
E sentem empiricamente o Funk por todos os cinco
Orifícios dos sentidos, que nos afastam da razão?
Serão mesmo "corpos dóceis" esses que utilizam as suas razões puras
E seus "espíritos racionais" para negar o Funk e resistir
Ao chamado da forte batida tocada e cantada pelos Mc’s?
Resistir, resistir, resistir.
Como resistir? Como negar? Quero dançar...Queremos dançar.
Posso? Devo? Podemos?
Tapo os meus ouvidos?
Não quero ouvir a palavra devassa.
Penso, logo Existo.
Insisto, desisto, me desespero e quero correr para o Baile...
James Brown, Run DMC, Mc Max
O bonde é mesmo das maravilhas?
É som de preto de favelado
De Ser humano humilhado
Que coletivamente dança, rebola,
Desce bate no chão e volta...
Meu Deus o que será isso?
Cultura? Descultura? Incultura?
Tortura insana entre ficar e partir.
Entre dançar e resistir...
"O que será"????
Não sei. Não sabemos.
Mas, queremos... O baile onde está?.
Ouvimos escondidos.
Proibidos. Sofridos e ressentidos.
Engessados e desumanizados...
Peço que o nosso "Santo Descartes"
Ou algum outro deus qualquer,
Nietzschiano,  POR FAVOR,
Transforme essa vontade de potência em puro ato
E nos permita sair pra dançar,
Apenas dançar, prometemos...
Nem tanto ouvir aquela devassa Palavra que fere.
Discurso banal que é vendido feito carne sem valor.
O que fazer meus deuses?
Ser dionisíaco ou apolíneo?
Ser ofensivo ou consciente?
Socorro!!!
Quero sair pra dançar.
Quero não resistir.
Preciso sair para me divertir.
Me deixar levar
Pelas ruas afora.
Pensar, pensar, pensar...
Não posso mais penar.
Fui... Fomos!
O Funk é o Poder.

(palavras de um triste ser humano qualquer que não resistiu à dicotomia corpo-mente)
Rodolfo David 30-05-2013

INTERVENÇÃO SÓCIO-CULTURAL "SE VIRA NO 20" - DESDOBRAMENTO DAS OFICINAS

As oficinas foram realizadas no contra-turno das aulas dos estudantes, portanto, alguns desses estudantes, reclamaram o desejo de participarem de alguma maneira das ações do PIBID. Pensando na integração desses estudantes no horário-aula, foi desenvolvido um projeto de INTERVENÇÃO SÓCIO-CULTURAL onde o objetivo é propor um espaço para que os estudantes possam se expressar por meio da cultura e a partir daí, promover a reflexão sociológica utilizando como ferramenta a música, a dança, à expressão poética, durante o intervalo das aulas (20 minutos), proporcionando uma ressignificação para os intervalos de aulas. Estudantes responsáveis pelas intervenções sócio-culturais: Bianca Pavan, Beatriz Borges, Giovana Médici, Leticia Zibordi e Lucas Nascimento acompanhados pelos pibidianos Andréa Bandeira, Chizlene Batista, Galder Barbosa e Simone Machado, supervisionados pelo professor de filosofia Rodolfo David.
O nome escolhido para este projeto é "SE VIRA NO 20", afinal, em 20 minutos de intervalo, os estudantes devem preparar o equipamento de som, instrumentos musicais, etc, para se apresentarem no "20 de Agosto". 

Leticia Zibordi, Iago e Sergio, Talessa e Otávio, e Lucas Sousa.
.                                                                                                                           .

Coordenação dos pibianos e supervisão do professor Rodolfo, acompanhamento da Diretora Miriam, vice-diretora Cléria e coordenadoras pedagógicas  Andréa e Elisabete – Estudantes que se apresentaram – Leticia Zibordi, Otávio e Talessa, Sergio e Iago, Lucas Sousa e Rodrigo Nicola


19-10-2013. Participação do grupo do PIBID de sociologia – Intervenção Sócio-cultural. Apresentação dos estudantes Victoria Bueno e Vinicius Milani, Leticia Zibordi, Rodrigo Nicola, Bianca Pavan e professora Luciana.


Devido ao bom andamento do trabalho e apreciação dos estudantes do ensino médio, atendendo o pedido dos estudantes do período vespertino do ensino fundamental juntamente com a coordenadora pedagógica, os estudantes responsáveis pelas intervenções Bianca Pavan, Beatriz Borges e Lucas Nascimento, desdobraram as intervenções sócio-culturais para o ensino fundamental no período da tarde. Acompanhados pelos pibidianos Elias Nascimento, Augusto Lozano, Danilo Teixeira e Florentino Marques a partir do 2º semestre de 2013.

GRUPO DE DANÇA- POPPING -
 do  CAJUV (Coordenadoria de Ações para a Juventude)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OFICINA FUNK por CHIZLENE BATISTA



OFICINA FUNK


Responsável pela oficina: pibidiana Chizlene M. Batista

 "Percebi a necessidade da preparação  
  e apropriação do conteúdo como uma  
ferramenta indispensável, tanto quanto 
 aprender a construir o planejamento das
das aulas. Entendi melhor o funcionamento
da instituição escolar, desde os conflitos existentes
até as questões burocráticas necessárias para o bom
andamento do trabalho do professor em conjunto com
a coordenação e direção escolar."

Estudantes oficinandos participantes: Lucas Nascimento, Beatriz Borges, Kawan Augusto, Lucas Sousa, Bianca Pavan, Douglas, Beatriz Borges, Nataly Panetta, Leticia Zibordi, Giovana Médici.

Palavras Chaves: Poder, Medo, Opressão.
Objetivo: Discutir as relações de poder no amplo universo social e escolar.
Objetivo específico: Promover a discussão de que os aspectos sociais, cor, a religião, a nacionalidade entre outros não é o que faz um grupo ver o outro como inferior, mas sim as relações de poder.



Metodologia:
"Porque negaram o Funk", como preferência musical no questionário aplicado e suas contradições. Discutir as relações de poder no amplo universo social e escolar. Promover o debate de temas como violência de gênero, violência contra o jovem a banalização da violência e a reprodução dela, presentes na “Proposta curricular do Estado de São Paulo, para a disciplina da sociologia” que consta no caderno do aluno da 2ª segunda série volume 4.

Músicas Utilizadas:
Base de Funk.
É o poder – Mc Max
Som de Preto – Almícar e Chocolate
Tá dominado, tá tudo dominado – Bonde do Tigrão.
Novinha vem que tem – Mc Lon
Paquera de escola – Mc da Leste
Como é bom ser vida loka – Mc Rodolfinho
Cavalgada – Roberto Carlos
Payback – James Brown

OFICINA RAP / HIP-HOP por SIMONE MACHADO



OFICINA RAP/HIP-HOP


Responsável pela oficina: pibidiana Simone Machado


"Encontrava-me desmotivada com meu 
trabalho como professora em outra escola 
da rede pública e a partir do contato com o
professor Rodolfo e o projeto PIBID, encontrei 
a resistência necessária para continuar
 minha carreira no magistério"

Estudantes oficinandos participantes: Lucas Nascimento, Beatriz Borges, Kawan Augusto, Lucas Sousa, Bianca Pavan, Douglas, Beatriz Borges, Nataly Panetta, Letícia Zibordi, Giovana Médici.
Palavras Chaves: Política, Cidadania, Liberdade, Desigualdade.
Objetivo: Discutir por meio do Hip Hop as questões propostas.
Objetivo específico: Aprofundar a compreensão do significado de cidadania e sua relação com os temas propostos.



Metodologia:
Fazer uso do Rap como instrumento capaz de relatar aspectos sociais de desigualdade. Promover o debate sobre a desumanização e a coisificação do outro “Proposta curricular do Estado de São Paulo, para a disciplina da sociologia” que consta no caderno do aluno da 3ª (terceira) série volume 4. Conceituar o tema Política, Desigualdade e Diferença, Cidadania e Liberdade por meio da discussão e das letras de músicas que proporcione a reflexão crítica e a apropriação dos conceitos.

Músicas Utilizadas:
Consumo – Ba Kimbuta
A minha alma (A paz que eu não quero) – O Rappa
O mar – Ba Kimbuta
Tempos Difíceis – Mc. Racionais
killing in the name of da Rage against - The Machine
Nós Faremos Que Você Nunca Esqueça -  Devotos


POLÍTICA
 por BIANCA PAVAN



Política -  pode ser entendido como a "arte" de governar, a habilidade de atender os anseios do cidadão.

Ordem -  pode ser entendido como a subdivisão de seres, grupo de pessoas sob mesmos regulamentos, determinação da autoridade, normalmente concebida pela imposição de normas.

Poder - pode ser entendido como o domínio, comando sobre o outro, ter força para mandar e mudar.

Mas para você, o que significa tais palavras sublinhadas anteriormente?
E pra que elas são necessárias já que vivemos numa época que dizem ser democrática?
Democracia que se torna contraditória quando diz que você tem opção de voto, mas é obrigado votar.
Da mesma forma que a "ordem" que o governo ou alguém superior diz ter numa sociedade que mesmo "livre" se mantém presa, rodeada de grades por medo da desordem daqueles que fazem essa tal sociedade, que é governada por um "poder" que a mesma elege e que administra a política sem saber ou fingindo não saber o que ela significa.

E agora? Faz mais sentido pra você viver em sua sociedade?
Bianca Pavan



O papel da indústria cultural:

Mafalda: E o que nós somos?







fonte: http://tirasdemafalda.tumblr.com/ Postado por Simone Machado

OFICINA SERTANEJO por DANILO TEIXIERA


OFICINA: SERTANEJO


Responsável pela oficina: pibidiano Danilo F. Teixeira


"Foi muito importante ter essa oportunidade, 
pois estava em início de carreira, como professor
eventual na rede pública e este projeto possibilitou
uma maior preparação com a troca de experiências"


Estudantes oficinandos participantes: Lucas Nascimento, Beatriz Borges, Kawan Augusto, Lucas Sousa, Bianca Pavan, Douglas, Beatriz Borges, Nataly Panetta, Leticia Zibordi, Giovana Médici.

Palavras Chaves: Amizade, Diversidade, Alteridade, Ética.
Objetivo: Discutir através do ritmo sertanejo as questões propostas.
Objetivo específico: Promover a reflexão sobre as tensões que podem surgir na escola, geradas pela diversidade.


Metodologia:
Utilizar o ritmo sertanejo como condutor da discussão da formação da diversidade, presente na “Proposta curricular do Estado de São Paulo, para a disciplina da sociologia” que consta no caderno do aluno da 2ª (segunda) série volume 1. Conceituar os temas: Ética, Alteridade, Amizade, por meio das discussões e reflexões a partir da análise das letras das músicas e vídeos utilizados, proporcionando uma reflexão crítica a partir dos conceitos para perceber o universo escolar como um espaço-campo de socialização.

Músicas Utilizadas:
É tenso – Fernando e Sorocaba
Bruto, rústico e sistemático – João Carreiro e Capataz.
As mina pira – Gustavo Lima
Amizade sincera – Guilherme e Santiago
Chico Mineiro – Chaparral e Sertanejo de coração
Diversidade – Lenine
Caboclo da cidade – César Menotti e Fabiano
Canta Brasil – João Gilberto
Pra não dizer que não falei das flores – Luiz Gonzaga



por Beatriz Borges
O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. 

ALTERIDADE - É a capacidade de valorizar as diferenças.



Você se coloca no lugar do seu próximo? Aquele colega novo de sala.. Como você o trata? Você já teve seu primeiro dia de aula em uma escola nova? Como se sentiu?
                  
         Muitas vezes preferimos ver o que apenas queremos ver, temos sempre aquele pré-conceito com um tal 'estranho' mas não nos colocamos no lugar das pessoas. O que elas sentem? Por que agem assim? É mais fácil julgar, nos render ao senso comum a ter que nos questionar, qual é? Somos todos seres humanos, coloque no lugar do seu próximo, vamos nos conhecer, antes de apontar os dedos.. Vamos nos conhecer, antes de tudo. Se coloque no lugar do próximo, cada um de nós temos um gosto, devemos nos respeitar, vamos valorizar as diferenças! Muitos de nós temos problemas, já parou pra pensar o que se passa com aquele seu amigo quieto da sala? Ao menos deu um bom dia? Uma palavra amiga? Pois é, é mais fácil enxergar meu próprio nariz. Que tal começar a mudar nossos atos? Pratique bons e pequenos atos, e vamos começar a mudar!!


"Se você quer paz, eu quero em dobro."

Beatriz Borges



 Alteridade, Amor, Empatia.

por Lucas Sousa 


  Em minha concepção precisamos olhar o próximo com outros olhos, ou melhor dizendo, com os nossos olhos naturais, não mais com os olhos artificiais que nos ensinaram a usar para enxergar o mundo. Precisamos resgatar a essência de quem somos, precisamos olhar para dentro de cada um de nós e fazer uma indagação que é primordial para um convívio harmônico e respeitoso: Penso no coletivo ou exalto o individualismo?

                        Será que o sistema de punição fará um irmão meu a aprender com alguma possível falha? Será que aplicando formas de punimento que afetam o psicológico e o físico, fará um irmão meu aprender com o seu erro? Isso é realmente querer ajudar alguém? Isso realmente é olhar para o próximo? O nosso processo de  estabelecer a "sanidade" é através da punição e nós já vimos que não funciona, que não é uma "sanidade" e sim uma insanidade. Ilustrando melhor a situação, eis uma citação de Martin Luther King:

 "Através da violência você pode matar um assassino, mas não pode matar o assassinato. Através da violência você pode matar um mentiroso, mas não pode estabelecer a verdade. Através da violência você pode matar uma pessoa odienta, mas não pode matar o ódio. A escuridão não pode extinguir a escuridão. Só a luz pode."



  Ao olhar ao redor, minha percepção me diz que aos poucos, sem pressa, estamos nos redescobrindo e voltando a ser quem somos: 



 Seres humanos, irmãos!
  


Lucas Sousa


OFICINA SAMBA - por IACY MILLONE



OFICINA: SAMBA

                            Responsável pela oficina: pibidiana Iacy Millone  
                        
"A partir do meu contato com a escola, 
acompanhando e participando das aulas
 do professor Rodolfo que nos permitiu 
 esse acesso, fiquei interessada em lecionar 
 e construí uma visão diferente da escola."

Estudantes oficinandos participantes: Lucas Nascimento, Beatriz Borges, Kawan Augusto, Lucas Sousa, Bianca Pavan, Douglas, Beatriz Borges, Nataly Panetta, Leticia Zibordi, Giovana Médici.
Palavras Chaves: Origem, Raça e Etnia, Identidade, Cultura.
Objetivo: Discutir a identidade dos alunos do XX de agosto.
Objetivo específico: Traçar um paralelo entre os diversos ritmos e as origens do povo brasileiro, ao longo da história. Conceituar Raça e Etnia, Origem e Cultura e Industria Cultural.



                             Metodologia:
Utilizar o Pagode/Samba como instrumento de reflexão. Introduzir por meio da discussão o conceito de Raça e Etnia, Origem e Cultura e Indústria Cultural. Propor a discussão das origens dos ritmos musicais e relacioná-las com a identidade de cada um. Nesse sentido, a estratégia é que possamos utilizar como base a “Proposta curricular do Estado de São Paulo, para a disciplina da sociologia” que consta no caderno do aluno da 1ª (primeira) série volume 3, aliando à questões musicais sugeridas pelos alunos pertencentes às oficinas. Debate sobre o tema: “O que nos une como humano e o que nos diferencia.  Estender essa reflexão para o universo escolar, especificamente na Escola 20 de Agosto ”.

Músicas utilizadas:-
Nas veias do Brasil – Beth Carvalho
Dia de Samba – Turma do Pagode
O canto das três raças –  Clara Nunes
Identidade – Jorge Aragão
Preconceito – Black Style
Só os loucos sabem – Charlie Brown Jr.


SOMOS BRASILEIROS - O QUE VOCÊ É?
por Beatriz Borges Leal





   Raças, culturas, gostos diferentes...

O que você é?
O que eu sou? Brasileira?
Brasileiros que não enxergam seus antepassados.
Minha família veio de onde?
Tenho características do quê?
Um local onde encontra-se a diversidade. Brasil...
Eu curto, talvez você não... e eles já ouviram.
Músicas definem cultura ou é apenas um gosto musical?
De onde vieram os ritmos?
Na história, somos uma mistura, populações de outros países que imigraram para cá.



Há mestiços... Brancos e Negros, Gringos e Índios.
Não há algo específico, gosto, espécie, cultura que defina o brasileiro.
                                                                                                                                           
                                                                                        ENTÃO O QUE VOCÊ É?

por Beatriz Borges*
05-04-2013








                                DESDOBRAMENTO ATIVIDADE DA OFICINA-SAMBA


         ENTREVISTAS COM OS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA ESCOLA
Objetivo: A partir das entrevistas, esclarecer as diferenças entre origem e identidade. Apresentar as matrizes que formaram a população brasileira, resgatar o conceito sobre IDENTIDADE e propor a reflexão sobre a condição do negro no Brasil, a cultura e toda a formação do povo brasileiro.




Filmado e Editado por Simone Machado e Chizlene Batista (Pibidianas)